quarta-feira, 02 dezembro 2020

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“É preciso desmistificar a ideia errada de que o vírus está mais fraco” – director do hospital São Francisco de Assis

O director do hospital regional São Francisco de Assis, Evandro Monteiro, defendeu hoje a necessidade de se desmistificar a falsa ideia existente, sobretudo na camada juvenil, de que o vírus está mais fraco.

“Há uma percepção errada, sobretudo na camada juvenil, sobre a virulência do vírus, ou seja, sobre a capacidade agressiva, que está a perder força, que não ataca como antes e que não está a trazer problemas”, disse Evandro Monteiro indicando que tudo isso é falso e são situações e ideias que as autoridades sanitárias não gostariam que fizesse escola, porque, na verdade, o vírus e o comportamento em Cabo Verde não são diferentes dos outros países.

Neste sentido, apelou ao engajamento de toda a população, sobretudo para o cumprimento das regras estabelecidas como o uso de máscaras na via pública, que passou a ser obrigatória, observando que ainda há algum incumprimento, a desmistificação da ideia de que o vírus está mais fraco, sublinhando que juntos pode-se fazer mais e melhor para reduzir o número de casos e aproximar do normal.

O médico indicou que neste momento está-se num período com registo de aumento considerável de infecções, mais de 20 casos diários, e com pico que até ultrapassou a barreira dos 30 casos diários, por duas vezes, sublinhando que eram situações expectáveis e advenientes de muitos factores e não de uma causa exclusiva.

Segundo o mesmo, houve muita movimentação ligada ao período pré-eleitoral, mas também se estava numa fase do próprio desenvolvimento epidemiológico, e que de uma forma ou de outra, provavelmente, com outros números, a tendência era crescente dada a própria característica do espaço onde registam as infecções, um espaço urbano com outros tipos de hábito até do ponto de vista cultural.

A maioria dos infectados situa-se na faixa etária entre 17 e 35 anos e são pessoas que estão mais tempo nas ruas e que têm outros hábitos e, mesmo tendo infecções, às vezes, “não percebem e não acreditam”, mas acabam por levar o vírus para as residências e com consequências no grupo mais vulnerável que são as pessoas idosas e com outras patologias.

“Nos últimos dias estamos a ver, cada vez mais, os familiares a trazerem parentes com idade mais avançadas e, às vezes, pessoas acamadas para o hospital, o que significa que o vírus chegou nas residências”, alertou o médico, que apela às pessoas a respeitarem as recomendações e o cumprimento das regras.

A mesma fonte avançou ainda que neste momento está-se a fazer a gestão do risco e da infecção propriamente dita, sublinhando que existe o isolamento que é dividido em hospitalar e extra-hospitalar.

O isolamento extra-hospitalar faz-se na Almada (institucional), mas também a nível domiciliar, mas em relação ao isolamento domiciliar observou que há um incumprimento por parte das pessoas que não respeitam as orientações dadas.

“O isolamento domiciliar é um instrumento interessante e muito importante nesta fase de combate de coronavírus, mas temos de ter a responsabilidade moral e ética e o cidadão deve respeitar as directrizes”, afirmou Evandro Monteiro, apelando aqueles que estão a aguardar pelo resultado, ainda que não tenham sintomas, para permanecerem no isolamento seja ele domiciliar ou no espaço institucional.

A ilha do Fogo ultrapassa a barreira dos 700 casos acumulados da covid-19, desde o surgimento do primeiro caso a 17 de Agosto, sendo 181 dos Mosteiros, 494 de São Filipe, e, 27 em Santa Catarina, com um total de seis óbitos, distribuídos pelos municípios dos Mosteiros (01), Santa Catarina (01) e São Filipe (04).

Os dados divulgados na sexta-feira dão conta que a ilha conta com 195 casos activos distribuídos pelos municípios de São Filipe (172), Mosteiros (11) e Santa Catarina (12).

Cabo Verde regista, neste momento, 759 casos activos, 8.363 casos recuperados, 100 óbitos e dois transferidos, perfazendo um total acumulado de 9.224 casos de infecção pelo novo coronavírus.

Inforpress/Fim

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