segunda-feira, 21 setembro 2020

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O acordo de parceria celebrado hoje entre a adega de Monte Barro e a propriedade de Monte Losna de Chã das Caldeiras da família Fontes vai ser implementado em três fases diferentes e com várias actividades.

Com relação aos serviços previstos no quadro do acordo de parceria, a adega de Monte Barro vai a produzir os actuais vinhos Maria Chaves e lançar no mercado mais dois vinhos com a marca Monte Losna, mas com outra roupagem a nível de etiqueta e com outro sabor, a produção de vinhos em garrafas de 375 mililitros para mercado de restauração e para voos, sendo que em todos os rótulos vão constar: “produzidos pela adega de Monte Barro com uvas da propriedade de Monte Losna”, numa primeira fase.

Na segunda fase as partes vão produzir licores diversos e doces de frutas em embalagens industriais e individuais para supermercados, hotéis e restaurantes e na terceira e última etapa, as duas partes vão trabalhar no desenvolvimento do enoturismo como a construção de uma unidade hoteleira em Monte Losna, em Chã das Caldeiras.

A adega de Monte Barro, uma unidade industrial localizada em São Filipe, construída em 2009 com o propósito de servir todos os produtores de vinho da ilha do Fogo, tem uma capacidade de produção de cerca de um milhão de garrafas/ano e está dotada de mais alta tecnologia para produção e controlo de vinho e tem implementado o sistema de controlo de produção.

Em 2018 dois dos vinhos Maria Chaves, produzidos por esta adega, ganharam medalha de ouro, sendo que neste momento os vinhos são comercializados em todo o mercado nacional, na Itália e nos Estados Unidos da América, país onde a marca Maria Chaves encontra-se registada e certificada desde Novembro de 2019 no Departamento Norte-americano de Saúde e serviços humanos.

Já a propriedade de Monte Losna, da família Fontes, desde 1973 quando Djeme Fontes adquiriu a propriedade no anterior proprietário, um conhecido comerciante da época da cidade de São Filipe, possui uma longa tradição na cultura e produção de uvas e outras frutas de excelente qualidade.

Ao celebrarem o protocolo de parceria, quer a administradora da Asde Nova, Maria da Graça como a gestora da propriedade de família Fontes, Maria Jesus Freire Fontes, destacam que este protocolo visa a união de esforço para trabalho conjunto para engrandecer mais a marca do vinho do Fogo, gerar maiores ganhos para ambas as partes, prestigiar e contribuir para o desenvolvimento do sector vinícola e da fruticultura da ilha do Fogo.

Para a administradora da Asde Nova, o acordo de parceria mais não é do que “um casamento entre adega de Monte Barro e os proprietários de Monte Losna” que visa contribuir para o desenvolvimento da ilha do Fogo, que tem um grande potencial no domínio de fruticultura e agronomia.

Para Maria Jesus Freire Fontes, o dia de hoje é de muita importância já que a assinatura deste acordo irá trazer melhorias que a família não conseguia implementar na propriedade adquirida em 1973 e com poucas videiras e fruteiras.

Esta indicou que graças à dedicação do seu pai foi possível multiplicar plantas e que a mesma está a dar o seu máximo para dar continuidade ao trabalho iniciado na década de 70 do século passado com a preocupação de não deixar a propriedade desaparecer.

Maria Jesus salientou que sempre acreditou que “algo importante ia acontecer e que uma porta grande iria abrir para esta propriedade”, o que aconteceu hoje com a assinatura da parceria, classificada de útil e necessária, já que com a junção da experiência de Maria Chaves com a matéria-prima de Monte Losna a ilha e o país saem a ganhar com produtos de excelente qualidade.

Além de possuir uma diversidade de frutas, a propriedade de Monte Losna, é um espaço privilegiado donde se pode visualizar à frente a ilha de Santiago, à esquerda e às vezes a de S. Nicolau e à direita o vulcão do Fogo.

A assinatura da parceria foi testemunhada pelos presidentes das câmaras de São Filipe e de Santa Catarina do Fogo, municípios onde estão localizadas a adega e a propriedade de Monte Losna, respectivamente, que destacaram as potencialidades que a ilha tem no sector agricultura, nomeadamente viticultura, e da necessidade de criar condições para melhor aproveitamento dos recursos existentes.

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