quarta-feira, 12 agosto 2020

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Optimização da rede de água vai beneficiar 120 agricultores cobrindo uma área de 92 hectares

O projecto de optimização da rede de abastecimento de água para agricultura na ilha do Fogo vai beneficiar 120 agricultores, cobrindo uma área de 92 hectares, distribuídos pelos três municípios, e mais de 200 criadores de gado.

O circuito adutor e distribuidor de água para agricultura na zona sul, em curso, visa reforçar a capacidade de adução e distribuição para responder ao aumento da demanda de água para a agricultura e a pecuária, mas também para minimizar as perdas nos sistemas, melhorar a qualidade de prestação do serviço e criar as condições para a fixação da população no meio rural.

Neste âmbito estão em curso os projectos hidroagrícolas da zona sul, cobrindo os municípios de São Filipe e de Santa Catarina do Fogo, e o de Fajãzinha (Mosteiros) que foram visitados pelo primeiro-ministro na sua recente deslocação à ilha, sendo que no global o projecto hidroagrícola beneficia 120 agricultores, num total de 92 hectares de áreas irrigadas, sendo 78 no município de São Filipe, oito no de Santa Catarina e seis nos Mosteiros.

O projecto da zona sul está orçado em cerca de 60 mil contos mas prevê-se um custo adicional de  cerca de 21 mil contos a solicitar ao FIDA.

Este projecto consiste nas obras de construção civil, reabilitação da estação de bombagem de Sebastião Dias com instalação de um parque fotovoltaico e duas bombas de maior capacidade, equipamentos e recuperação de furos, reabilitação do reservatório de Patim, substituição da conduta de Sebastião Dias ao reservatório de Domingos Lobo (Patim), entre outras acções.

O ministro da Agricultura, Gilberto Silva, que acompanhou o primeiro-ministro na sua deslocação ao Fogo, disse que era necessário trilhar algumas fases e resolver os problemas técnicos que existiam, como a rotura de água, observando que apesar dos três anos de seca, a zona sul está “completamente verde” graças ao investimento feito e à melhoria da gestão da água, assim como a colaboração dos próprios agricultores que praticam uma agricultura 100 por cento (%) à base do sistema de irrigação gota-a-gota.

Gilberto Silva destacou ainda que a decisão tomada de transferir a gestão de água para a agricultura para a empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava) foi acertada e trouxe bons resultados porque esta empresa tem toda a capacidade de manutenção, de recuperação de avarias, e da própria relação com os clientes numa lógica que lhe permite contribuir para a melhoria de situação.

Com relação ao futuro, o titular da pasta da Agricultura e Ambiente indicou que o Governo continua a apostar em ter mais água, uma rede com melhores condições técnicas para distribuir água às zonas de maior altitude com aposta nas energias renováveis para a elevação da água.

“Estamos a substituir, mediante um protocolo celebrado com a empresa Mota Engil, o sistema fotovoltaico inicialmente construído por um outro muito mais eficiente em que para cada núcleo de utilização da energia eléctrica construímos uma micro central sem ter de transportar energia a grande distância e ganhar na eficiência”, disse Gilberto Silva.

Com todos os investimentos e com a Águabrava a gerir a água para a agricultura de forma eficiente é possível fazer a unificação do preço da água, admitiu Gilberto Silva.

Para o governante o sucesso deste projecto sustentado pode ser multiplicado a nível nacional, mostrando que quem não tem muita água deve apostar, primeiramente, na boa gestão do que tem ao mesmo tempo que trabalha na mobilização de mais água.

O administrador/delegado da Águabrava, Rui Évora, indicou que a situação de abastecimento de água tem estado a melhorar consideravelmente, indicando que a empresa que dirige tem estado a fazer “um esforço enorme” para responder ao aumento substancial da demanda de água para a agricultura e a pecuária.

Segundo Rui Évora o número de clientes de agricultura e pecuária aumentou de 2018 para 2019 na ordem dos 25% e a empresa tem estado a utilizar ligações para a prática da pecuária e garantir uma certa regularidade no fornecimento de água, sublinhando que a quantidade de água fornecida para a agricultura aumentou 2,5 vezes mais do que era disponibilizado em 2018.

Rui Évora avançou que o peso da água para a agricultura e a pecuária no volume de negócio da Águabrava era de 28% em 2018, passando para 34% em 2019 e 49% no primeiro trimestre de 2020.

 Neste momento para a zona sul o projecto conta com um total de seis furos equipados e a funcionar e mais um que deverá ser equipado dentro de pouco tempo de modo a aumentar a disponibilidade de água, sem contar com a instalação dos parques fotovoltaicos nos próprios furos para reduzir os custos de bombagem da água.

Inforpress/Fim

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