sexta-feira, 10 julho 2020

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Covid-19/Fogo: “Com a retoma das ligações aéreas e marítimas é quase certa a entrada do vírus” – delegada Saúde

A delegada de Saúde de São Filipe, Joana Alves, admitiu que com a retoma das ligações aéreas e marítimas é “quase certa a entrada do vírus na ilha”, e para reduzir o risco é necessário reforçar a prevenção.

Joana Alves, que participou no encontro entre as autoridades da ilha que interferem na circulação de passageiros e cargas para definir o procedimento, indicou que a partir do dia 30 de Junho a dinâmica vai mudar, sublinhando que a delegacia está com os “pés bem assentes no chão” de que “de certeza a ilha vai ter casos”.

“Todos têm de estar consciente disso”, afirmou Joana Alves, explicando que não serão realizados testes a todos os passageiros, porque o Governo não tem capacidade para tal, já que o custo de um teste PCR é superior a 10 mil escudos e o teste rápido, que é mais barato, custando mil escudos, não é 100 por cento (%) seguro.

O trabalho no aeródromo passa pela medição da temperatura, mas lembra que 80% dos portadores são assintomáticos e mesmo tendo uma temperatura normal pode ser portador.

Observou que a prevenção é a única forma para diminuir cadeia de transmissão, através do cumprimento de todas as medidas, como distanciamento social, lavagem das mãos, uso de máscaras, evitar sair de casa sem necessidade e a aglomeração das pessoas como acontecem, sobretudo aos fins-de-semana.

Lembrou que todos têm um papel fundamental neste processo e não apenas as estruturas de Saúde, para não ter a mesma situação que se vê nas televisões, observando que a ilha não tem condições para manter várias pessoas com a ventilação e nem em estado grave, e que, por isso, é preciso prevenir para não chegar a este ponto.

Indicou que o número de profissionais não é suficiente, mas tem-se desdobrado e vai continuar a partir do 30 de Junho.

“Como ainda não temos vírus não fomos reforçados com mais profissionais de saúde, mas de forma como aconteceu com outras ilhas que registaram casos positivos, se tivermos, a ilha será também reforçada com mais profissionais, porque só os profissionais de saúde existentes neste momento não têm como dar respostas, se tiver a epidemia”, disse.

Quanto ao encontro, classificou-o de “bom e necessário” porque há que traçar planos e falar a mesma linguagem, lembrando que no início, com relação ao porto, tiveram muitas dificuldades para adaptar as estruturas, prevendo cenário complicado com o aeródromo, mas garante que todas as medidas e regras previstas na resolução serão cumpridas.

O director do hospital São Francisco de Assis e da Região Sanitária Fogo/Brava, Evandro Monteiro destacou o trabalho positivo realizado durante todo esse período com o engajamento de todas as instituições, apesar de existência de algum constrangimento, situação que impediu a entrada do vírus na ilha até este momento.

Este indicou que o cenário pode mudar dentro de alguns dias, razão pela qual defende a socialização do plano e das medidas para a circulação de pessoas entre as ilhas.

Segundo o mesmo haverá a supervisão nas estruturas aeroportuárias, mas apelou para cumprimento das medidas do distanciamento social, uso de máscaras, desinfecção, lavagem das mãos, porque, no dizer do mesmo, se não for feito no porto e aeródromo o risco de entrada de vírus é elevado.

O gestor do aeródromo de São Filipe, Hiran Santos, presidente no encontro, não quis prestar declarações à imprensa, por não estar autorizado, mostrou-se preocupado com exiguidade dos espaços, mas garantiu que vão cumprir todas as normas de segurança emanadas das autoridades competentes.

Inforpress/Fim

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