sexta-feira, 10 julho 2020

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Projecto Terra de Valor financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália apresentado aos parceiros

O projecto na área de agricultura e ambiente, “Terra de Valor”, financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros italiana, a ser implementado nos próximos três anos, nas ilhas do Fogo e Santiago (Santa Cruz), foi apresentado aos parceiros.

Segundo responsável local da organização não-governamental (ONG) Italiana, Cospe, Carla Cossu, o projecto tem como objectivo, trabalhar com mulheres e jovens, sobretudo para minimizar a questão de emigração dos jovens, dando-lhes oportunidade para verem a agricultura como uma oportunidade de trabalho e adaptando a mesma às novas tecnologias, já que existem investimento tecnológico que se pode aplicar messe sector.

Em relação às mulheres, o objectivo é fazer com que elas entrem na cadeia de valores dos produtos, valorizar o trabalho das mesmas e mostrar que podem estar noutras fases de produção, que não somente a de recolha.

O projecto que terá a duração de três anos e um financiamento de um milhão e 600 mil euros, sendo que 90 por cento do valor assegurado pelo financiador, ou seja, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália, e 10 por cento pelos parceiros/beneficiários, vai também incidir sobre as mudanças climáticas.

Segundo a responsável da Cospe em Cabo Verde, as mudanças são consistentes, sobretudo na instabilidade pluviométrica e, por isso, o projecto tem a ambição de encontrar novas técnicas ou de utilizar melhor aquelas técnicas já existentes para a reutilização das águas, sublinhando que serão implementadas algumas escolas de campo, através de metodologia que foi elaborado pela FAO no final dos anos de 1980, de modo a colocar o produtor no centro da produção.

“Todo o projecto tem uma abordagem participativa, serão feitos diversos estudos para ver onde estão os constrangimentos e onde encontrar a solução na óptica da sustentabilidade futura”, referiu Carla Cossu.

O requerente do projecto é a ONG italiano Coper-Mundo, uma organização com a qual a Cospe está colaborando, e tem como parceiros, as Comissões Regionais de Parceiros (CRP), o Laço Branco que terá um papel importante pela transversalidade do género e o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) que foi o motor da proposta.

Citi Habitat que tem tido intervenção na ilha de Santiago, o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) que já desenvolveu muitas actividades ligadas à produção e aos recursos hídricos que podem ser reutilizados e as câmaras municipais são, de entre outros, também parceiros.

A responsável da Cospe indicou que serão fortalecidas as cooperativas e as associações existentes na zona de abrangência do projecto e nos sítios onde não existem podem ser estimuladas a sua criação, observando que na ilha do Fogo existem boas práticas a nível de cooperativismo e associativismo que podem ser exportados, mas também podem ser utilizada a ferramenta “mesa de diálogo”, promovido nos projectos financiados pela União Europeia e implementados pela Cospe, e replica-la tanto no Fogo como em Santiago.

O presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina do Fogo, Alberto Nunes, cujo município é parceiro neste projecto, destacou a sua importância, lembrando que o seu município é rural e o projecto abrange os sectores agrícola e pecuária.

Igualmente destacou o facto do mesmo vir a trabalhar com as mulheres e os jovens, duas camadas da sociedade que durante vários anos viveram quase que à margem da participação em sectores produtivos, sendo que este projecto vai trazê-los para o centro da produtividade, dando-lhes oportunidades para “quebrar esta ideia de que a agricultura é uma actividade para os pobres”.

Segundo o autarca, os parceiros estão engajados e acredita, por isso, no sucesso do projecto que a nível da ilha cobre os três municípios.

Inforpress/Fim

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