quarta-feira, 03 junho 2020

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Mais de duas mil plantas endémicas produzidas pelo Projecto Vitó para campanha de reflorestação

A associação de conservação e uso sustentável dos recursos, Projecto Vitó, em parceria com Associação de Cabeça Fundão, está a produzir 2.100 plantas endémicas para a campanha de reflorestação deste ano.

O director executivo do Projecto Vitó, Herculano Dinis, assegurou à Inforpress que as plantas que estão a ser produzidas em viveiros visa a recuperação de áreas degradadas dentro do Parque Natural do Fogo e enquadra-se no projecto “melhorar o conhecimento pela conservação das espécies da flora ameaçadas de extinção nas ilhas do Fogo e da Brava”,  financiado pelo Fundo de Parceria para Ecossistemos Criticos (CEPF).

Este indicou que o projecto está a priorizar especies endemicas como língua de vaca (Echium vulcanorum), fruncho (Tornabenea bischofii), cravo-brabo (Erysimum caboverdeanum) e dragoeiro (Dracaena draco), espécies que serão afixadas após a queda de chuvas.

Por outro lado, no quadro do projecto de promoção e conservação das tartarugas marinhas na ilha do Fogo e nos ilhéus Rombos, a equipa do Projecto Vitó, que foi obrigada a abandonar os ilhéus durante o período de estado de emergência, já se encontra de novo naquele espaço para dar continuidade aos trabalhos, no quadro de um programa regional que contempla outras organizações cabo-verdianas, além da ONG Projecto Vitó.

A equipa deslocou-se no passado dia 15 e a organização está neste momento a proceder a construção de uma estrutura desmontável visando criar melhores condições aos técnicos e voluntários do projecto em missão nos Ilhéus, agora que o Projecto Vitó foi autorizado a estar no espaço para trabalhos monitorização e conservação de tartarugas marinhas, mas também das aves marinhas.

Igualmente, no quadro da campanha de protecção e conservação de tartarugas marinhas, o projecto está na fase de recrutamento de guardas para as diferentes praias de desovas desta espécie, quer na ilha do Fogo, como nos Ilhéus, cujo início está programado para 15 de Junho e o término a 30 de Outubro.

Herculano Dinis indicou que a ONG já tem garantias de cinco guardas, sendo dois suportados pela câmara de São Filipe e três pela autarquia de Santa Catarina do Fogo, estando neste momento a negociar com a dos Mosteiros.

O Projecto Vitó visa a protecção e conservação dos recursos naturais das ilhas do Fogo e da Brava e Ilhéus Rombos, e de todo o Cabo Verde, através de implementação de projecto de conservação, desenvolvimento de um programa abrangente de educação ambiental, formação e informação da sociedade civil, colaboração com entidades públicas e privadas e de promoção da investigação.

Esta ONG ambiciona conservar, proteger e/ou restaurar os recursos naturais e os seus principais habitat e toda a diversidade biológica associada, mas também contribuir para o desenvolvimento de actividades turísticas nas suas várias vertentes (científica, ecológica, natural, ecoturismo) que contribua para a sustentabilidade ambiental e promova a protecção e a integração do ambiente nas ofertas como grande valor acrescentado.

Inforpress/Fim

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