quarta-feira, 03 junho 2020

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Covid-19: PN deteve três pessoas nos Mosteiros, duas por desobediência ao confinamento domiciliar

A Policia Nacional (PN) deteve na quinta-feira três pessoas nos Mosteiros, sendo duas por desobediência ao confinamento domiciliar, na sequência do estado de emergência em vigor e vão ser apresentadas ainda hoje ao tribunal dos Mosteiros.

Com estas detenções, eleva-se para 35 o número de pessoas detidas pela PN na região Fogo/Brava, por incumprimento das medidas restritivas do estado de emergência, decretada como medida de prevenção de disseminação da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O Comandante Regional da PN, Roberto Costa Fernandes , avançou ainda que na sexta-feira foram conduzidas quatro pessoas às esquadras policiais para identificação, sendo duas em São Filipe, uma nos Mosteiros e outra em Santa Catarina do Fogo.

Em relação à prorrogação do estado de emergência, a maioria das pessoas contactadas pela Inforpress em São Filipe esperavam que nas ilhas sem registo de casos, como a do Fogo, o Presidente da Republica iria levantar o estado de emergência, enquanto para outras a prorrogação foi acertada para poder prevenir a propagação do vírus.

Apesar de larga maioria da população ter estado a respeitar o confinamento, hoje a cidade de São Filipe registou grande movimentação de pessoas, principalmente junto aos bancos, correios e algumas casas comerciais, no período de manhã.

A situação de pandemia tem causado prejuízos económicos enormes a vários sectores da produção e as adegas de vinho não fugiram à regra.

O responsável da adega Chã, David Gomes Monteiro “Neves”, indicou que a produção e comercialização estão paradas, desde que começou a crise e que neste momento a adega está fechada, observando que para conseguir sobreviver é necessário vender os produtos.

Este mostrou-se preocupado com os produtores de uva que entregam os seus produtos na adega para transformação e comercialização do vinho para depois proceder ao pagamento e por isso não sabe o que pode acontecer, já que realização dos trabalhos de campo e a própria sobrevivência da família depende deste rendimento.

“Tudo está parado e a adega está de portas fechadas, não há turistas e o mercado interno é irrisório”, conclui Neves.

Quanto ao abastecimento de água, o administrador/delegado da Empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava), Rui Évora , adiantou que está a decorrer de forma regular, apesar de registo, em certo período de dia, o que é normal segundo o mesmo, de um aumento substancial da demanda, mas a empresa tem feito tudo, no sentido de manter a regularidade de abastecimento de água a todas as localidades das ilhas do Fogo e da Brava.

Inforpress/Fim

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