segunda-feira, 06 abril 2020

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Três anos de seca consecutivos com impacto na produção de café com nível mais baixo de sempre – proprietários

Os três anos de seca consecutivos estão a reflectir no índice de produção do café nas zonas altas dos Mosteiros, cujo nível este ano é o mais baixo de que há memória.

O factor climático, nomeadamente a fraca ou ausência de precipitação, sobretudo nas zonas intermédias e altas dos Mosteiros, é tido como o principal factor para a “diminuição drástica”, nos últimos anos da colheita de café, sendo que a produção deste ano é inferior em 50 por cento (%) da produção de 2019, ano considerado pelos proprietários como de fraca ou quase nula.

A diminuição de produção nos últimos anos deve-se, segundo proprietários de terrenos de cafeeiros e de pessoas ligadas a este sector, “às secas consecutivas registadas nos últimos três anos a nível da ilha”, sendo o impacto da mesma visível na “baixa acentuada” da produção com zonas onde ela é mesma nula.

Para o proprietário e antigo técnico de Ministério da Agricultura Orlando Andrade toda a produção deste ano junta, “e no melhor cenário”, não ultrapassa os 10% da produção de um ano normal, o que evidencie que se está perante “o pior ano de colheita de que há registo”, lembrando que nos Mosteiros o cultivo é de sequeiro e depende, por isso, da queda das chuvas.

Segundo o mesmo, as plantas de cafeeiros precisam de água e com as secas consecutivas não se pode esperar grande produção, observando que na parte final da zona intermédia e na parte alta há alguma produção, mesmo assim “muito inferior” a de um “ano normal”.

O responsável da empresa Fogo Coffee Spirit, que no ano passado apenas comprou sete toneladas de cereja, pouco mais de 6% das mais de 90 toneladas adquirida no ano de 2015, considera que a produção deste ano é “de longe inferior” ao de 2019 e que ainda não tem uma ideia da quantidade que poderá adquirir, já que a previsão e produção, de pelo menos dois dos seus principais fornecedores, é praticamente nula, mas será muito inferior às sete toneladas compradas no ano passado.

Este ano a empresa pretende adquirir cada quilograma de cereja por 130 escudos, mais 20 escudos por quilograma que no ano passado, mas mesmo assim não espera adquirir muito café, já que muitos proprietários têm optado pelo não fornecimento do produto à empresa.

A produção na zona baixa é nula e fraca nas zonas intermédias e altas do município dos Mosteiros, de acordo com previsões dos agricultores e proprietário, e, neste momento, os proprietários já começaram a colheita que não deve demorar muito tempo como nos anos de boa produção.

O café é cultivado principalmente na área montanhosa e fértil dos Mosteiros, envolta por diversos microclimas e sem presença de produtos químicos.

Inforpress/Fim

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