sábado, 07 dezembro 2019

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Ministro diz que transportes e acessibilidades ainda são condicionantes para o desenvolvimento do turismo na ilha

O ministro responsável pela pasta do Turismo afirmou hoje que os transportes e as acessibilidades ainda continuam a ser um condicionante ao desenvolvimento do sector na ilha do Fogo.

Em declarações à imprensa, na véspera da Xª reunião dos ministros do Turismo da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), cujo lema é “factores promotores do turismo no espaço CPLP: mobilidade/livre circulação/facilitação de vistos/conectividade”, o ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde, José Gonçalves, disse que o Governo já dispõe de um figurino montado para transportes aéreos e marítimos, para potenciar o turismo.

Lembrando que o sector privado já está a investir no ramo, o governante reconheceu, entretanto, a necessidade de se criar as condições de mobilidade e acessibilidade para complementar o investimento privado.

José Gonçalves, que proporcionou uma visita guiada aos participantes, pelo menos o ministro do Turismo de Timor Leste, a Secretária de Estado do Turismo e Artesanato da Guiné-Bissau e o Embaixador de São Tomé e Príncipe, à Casa da Memoria (São Filipe) e a localidade turística de Chã das Caldeiras, afirmou que é “mais do que óbvio que o Fogo, pelo seu património”, tem as condições ideais para um modelo de turismo diferente daquilo que é mais prevalente em Cabo Verde, o de sol, praia e mar.

“Queremos mostrar que Cabo Verde, na sua estratégia de diversificação do turismo, tem outras vertentes, e que a ilha do Fogo, pela imponência do vulcão, é uma oferta singular e incontornável não só para a região, mas como para todo o Cabo Verde”, disse José Gonçalves.

Esta, segundo explicou, é uma das razões porque foram convidados os ministros do Turismo da CPLP para esta reunião na ilha do Fogo, que, no dizer do responsável governamental, “é o primeiro evento, verdadeiramente internacional, que se realize na ilha”, para mostrar que o Fogo está pronto para dar um passo além de ser considerado uma ilha com condições regionais.

“Hoje, estamos a projectar a ilha do Fogo para a vertente internacional e mostrar uma valência do turismo ligado à natureza e ao vulcão”, disse.

Confrontado com as afirmações dos responsáveis locais de que as potencialidades no sector do turismo estão mal exploradas, José Gonçalves afirmou que o turismo em Cabo Verde é recente, comparando com outras regiões, e que está ainda por explorar e potenciar, mas que o trabalho realizado mostra o ritmo do crescimento.

Este indicou que o turismo está no caminho certo com um modelo ligado à natureza, sustentável, resiliência e que respeita a natureza e potencie aquilo que se quer desenvolver, que é um turismo ligado às pessoas e às ofertas.

Como exemplo, apontou que o turismo ligado ao vinho é importante na ilha do Fogo e é único em Cabo Verde, sublinhando que tudo isso mostra que a ilha tem algo singular em termos de oferta turística e é isso que se pretende chamar atenção, sendo que este evento é apenas o começo.

Quanto à estratégia para o desenvolvimento deste sector, José Gonçalves avançou que ele já começou desde 2019, com a definição da estratégia global para o país, através das grandes opções do plano sustentável, com uma visão até 2030, salientando que é a primeira vez que se pensa no turismo num horizonte mais alargado.
A nível da ilha foi aprovado, com o envolvimento dos municípios e das forças vivas da sociedade civil, o master-plan de turismo e neste momento está-se a trabalhar com outros programas específicos para operacionalização do plano estratégico, a planear, dar segmentos e melhorar os destinos turísticos, criando as condições para o desenvolvimento do sector, de acordo com o governante.

A estratégia do Governo, explicou, é apoiar toda a iniciativa privada porque, segundo o entendimento do responsável, o turismo é um negócio privado, cabendo ao Governo, destacou, facilitar, promover, ajuda e colabora.

O ministro advertiu, porém, que quem investe e explora são os privados, tendo apontado como exemplo o caso de Chã das Caldeiras que pouco tempo depois da erupção de 2014, os privados começaram a reconstruir as ofertas turísticas.

A abertura da Xª reunião dos ministros do Turismo da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) acontece amanhã, sexta-feira, e é presidida pelo ministro do Turismo e Transportes, José Gonçalves, não contando com a presença do primeiro-ministro, como inicialmente anunciado

No final da reunião, será apresentada e adoptada a declaração de São Filipe sobre a Xª reunião dos ministros do Turismo da CPLP.

Inforpress/Fim

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