sábado, 07 dezembro 2019

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Índice de participação de homens e mulheres no primeiro dia de rastreio em São Filipe satisfaz ACLCC

A Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Cancro (ACLCC) mostrou-se satisfeita com o nível de participação de homens e mulheres no primeiro dia de rastreio de cancro na cidade de São Filipe.

A associação em parceria com as estruturas sanitárias da região Fogo/Brava iniciou domingo, dia 10, na localidade de Achada Furna, no quadro de “Novembro Azul” um conjunto de actividades de sensibilização e rastreio dos cancros de colo de útero, mama e próstata.

A responsável da ACLCC, Cornélia Miranda, disse que na Achada Furna a actividade decorreu dentro da normalidade e com uma adesão razoável de pessoas, mais mulheres do que homens, o que significa, segundo a mesma, que há necessidade de continuar o trabalho de sensibilização cada vez mais junto dos homens para actividades de rastreio e palestra onde podem levar informações de como cuidar da saúde e de prevenir a doença.

“Estamos em São Filipe (cidade) e extremamente contente porque há uma adesão muito grande de homens e mulheres o que nos leva a dizer que a mensagem passou através da Delegacia de Saúde”, disse Cornélia Miranda, indicando que o importante no rastreio é que quando as equipas chegam nas localidades existe esta articulação e sensibilização das comunidades.

Os rastreios são dirigidos às comunidades mais distantes e que têm dificuldades em fazer estes exames porque, explicou, o rastreio de cancro de mama, de colo uterino e de próstata tem um custo que a maior parte da população não consegue cobrir, razão pela qual considerou “importante trazer as pessoas que carecem desta necessidade”.

Antes de iniciar o rastreio, a ACLCC promoveu uma palestra de sensibilização, com o médico Sidónio Monteiro, na vertente de próstata, e José da Rosa na vertente de colo uterino e da mama, porque, segundo Cornélia Miranda, “só fazer rastreio não é suficiente”.

É necessário também, segundo a mesma fonte, passar informações às pessoas de como prevenir e os cuidados que devem ter e da própria necessidade de se dirigirem aos serviços de saúde em caso de anomalia, mas também dos cuidados com alimentação, exercício físico e tudo que está relacionado com os cancros de mama, colo uterino e próstata, que a associação trabalha neste momento.

A responsável pela ACLCC espera que as outras actividades programadas para Cova Figueira, Mosteiros e Brava venham a ter uma adesão similar a de São Filipe, observando que a associação tem estado a descentralizar as suas actividades para dar oportunidade às comunidades mais encravadas das diferentes ilhas.

Esta missão à região Fogo/Brava enquadrada no âmbito da comemoração de “Novembro Azul”, é graças à bolsa de voluntariado que a ACLCC tem nos serviços de Saúde, sendo que nesta deslocação conta com a participação voluntária do urologista Sidónio Monteiro, da ginecologista Ema Mascarenhas na vertente de colo uterino e José da Rosa na vertente de colo uterino e cancro da mama, para além de equipa local das delegacias de saúde.

No dia 17 realiza-se na ilha Brava uma marcha de sensibilização e no mesmo dia na cidade da Praia, a partir de memorial Amílcar Cabral, e a responsável da associação espera uma forte adesão de homens e mulheres, porque salientou o cancro afecta tanto homens como mulheres e havendo um problema de cancro na família, toda ela fica desestruturada.

Ainda enquadrado nas actividades de “Novembro Azul”, a ACLCC tem agendado para o dia 29 a realização de uma gala na Assembleia Nacional com uma forte solidariedade de artistas, músicos e profissionais da área, esperando contar com todos nesta luta contra o cancro.

Os casos diagnosticados e que necessitam de confirmação e de tratamento são encaminhados para os serviços de Saúde e no caso de Achada Furna foram detectados alguns casos suspeitos que hoje foram encaminhados para o hospital regional São Francisco de Assis.

Inforpress/Fim

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