sexta-feira, 19 julho 2019

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Projecto Rede Segurança Comunitária com mais de um milhão de escudos para aquisição de seis toneladas de feijão

O projecto Rede de Segurança Comunitária dispõe de uma verba de um milhão de escudos para aquisição de quatro a seis toneladas de feijões congo e bongolom para fornecer às cantinas escolares e jardins-de-infância da ilha.

O projecto que é financiado pela CEDEAO e pela Cooperação Espanhola, tem a duração de um ano e cobre as ilhas do Fogo e Santo Antão, e é promovido pela Associação dos Amigos da Natureza e pelo do Centro de Estudos Rurais e Agrícolas Internacional (CERAI) em parceria com o Ministério da Agricultura e Ambiente e pela fundação Ficase.

Os técnicos da CERAI Alberto Sentis Rodriguez e Jorge Ramos, que estão a socializar o projecto com 14 associações da ilha, indicaram que a ideia do projecto é entrar no mercado institucional, organizar e constituir aliança das associações, assim como organizar os agricultores para entrarem no mercado institucional e comercializar o feijão e fornecer os produtos às escolas e jardins-de-infância.

Para tal criou-se dois núcleos de produção, um na localidade de Lomba, no centro de transformação, e outro em Achada Furna, na casa de cura de queijo, que se encontra inactiva, sendo que o núcleo de Lomba vai receber os produtos das associações de Campanas de Cima, Ribeira Filipe, Zambujeiro, Inhuco, Lomba, Curral Grande e Ponta Verde (norte de São Filipe) e o de Achada Furna, as associações de Montinho, Chã das Caldeiras, Estância Roque, Cabeça Fundão, Monte Grande, Monte Largo e Achada Furna.

Nos centros, segundo os mesmos, vão proceder ao ensacamento do feijão, através de sacos de 30 quilos, para disponibilizar às cantinas escolares da ilha, através da Ficase.

Com o valor disponível, o projecto prevê aquisição de quatro a seis mil quilogramas de feijões congo e bongolom o que representa 25 por cento (%) das necessidades que tem a ilha do Fogo em abastecer com produto nacional as cantinas escolares e jardins infantis, afirmam os técnicos que observam que há um “mercado gigante” que existe pela frente porque o Governo compra comida para escolas, hospitais e militares.

A aquisição das duas espécies de feijões é justificada com o facto de serem espécies que têm mais aceitação e que correspondem às necessidades.

O projecto prevê fazer a primeira entrega no mês de Março de 2020, para cobrir os meses de Abril, Maio e Junho, e a segunda em Setembro para cobrir os meses de Outubro, Novembro e Dezembro.

Com base no histórico de produções de feijões a nível da ilha, a quantidade que o projecto pretende adquirir, entre quatro a seis toneladas, representa menos de 2% de feijões que se produzem na ilha, mas também há “um mercado gigante” para a sua comercialização, afirmam os técnicos de CERAI.

Os promotores querem que o projecto seja sustentável e que o negócio seja feito entre as associações e o próprio Estado, e, para tal, tem programado para os dias 30 do corrente e 01 de Julho a realização de assembleias com as associações, para “criação da dinâmica” com os agricultores e definir cronograma de actividades.

Além da aquisição de feijões o projecto prevê a realização, no último trimestre deste ano, de formação para agricultores, visando uma produção “mais sustentável e mais profissional” de feijões, que até agora é feita de forma tradicional, mas também na área de agro negócio, sobretudo para grupo de mulheres nos dois núcleos.

Segundo os técnicos de CERAI, “todos adoram ideia” e vêem o projecto como “uma dádiva que caiu do céu”, esperando que este ano seja de muita chuva para uma boa produção, porque a maioria das associações está paralisada e este projecto é mais uma dinâmica que vai permitir mobilizar agricultores e lutar por um objectivo comum.

Os produtos não têm de ser biológicos, explica Alberto Rodriguez, porque não estão a trabalhar a vertente própria da ecologia, mas adianta que os produtores de sequeiro são ecológicos e não usam remédios na produção, mas tem de mudar alguma coisa na conservação das sementes.

Segundo o mesmo, para conservar as sementes utilizam um remédio para desinfecção de armazém, que é permitido, mas o seu uso não é o melhor e com a formação vai-se tentar recuperar todo o conhecimento tradicional e visão panorâmica que existia para conservação de feijões, evitando as “práticas copiadas”.

Com este projecto representa ganhos para todos, nomeadamente as crianças que comem produtos locais mais frescos e sem remédios, e os agricultores que dispõe um mercado garantido já que o produto será adquirido a preço do mercado e havendo descida do preço o projecto pagara o preço combinado.

O projecto tem outras actividades, mas por agora concentra as atenções na compra de feijão, formação de agricultores e grupo de mulheres em agro negócio e criação de espaços para armazenamento e conservação dos produtos.

Inforpress/Fim

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