quinta-feira, 01 dezembro 2022

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“A terra tem valor verdadeiro – invista nela”

 O lema escolhido para assinalar o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, neste ano de 2018, “A terra tem valor verdadeiro – invista nela”, suscita investimentos na terra com acções que possam fazer diferença no futuro.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), as escolhas de cada um determinam cenários futuros para o crescimento sustentável e pede às pessoas, neste Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, “que se afastem do uso insustentável da terra e façam a diferença investindo no seu futuro”.

Segundo as Nações Unidas, desertificação é causada principalmente por actividades humanas e variações climáticas, alertando que a pobreza, a instabilidade política, o desmatamento, o pastoreio excessivo e as más práticas de irrigação podem prejudicar a produtividade da terra.

Neste sentido, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca é observado todos os anos para promover a conscientização pública dos esforços para combater a desertificação, lembrando que a neutralidade da degradação da terra é alcançável através da resolução de problemas, forte envolvimento da comunidade e cooperação em todos os níveis.

De acordo com as autoridades no arquipélago, o país está neste momento a trabalhar de acordo com a abordagem da luta contra a desertificação que tem a ver com a Taxa Zero sobre a Degradação das Terras, uma abordagem que vai ao encontro do Objectivo para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos pontos referentes a restauração dos ecossistemas degradados, combate à desertificação e à pobreza.

Conforme referem, Cabo Verde, um país que quando alcançou a sua independência tinha uma área florestal que não ultrapassava os 3.000 hectares, neste momento a mesma já é superior a 80.000 hectares, estando em andamento o plano estratégico 2008 a 2018, alinhado com a estratégia da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação.

A Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) criou recentemente um novo plano para apoiar e melhorar as necessidades políticas sensíveis às questões de género.

O Plano de Acção de Género (GAP) que vai aumentar e fortalecer a participação e liderança das mulheres em todos os níveis de tomada de decisões e implementação local da UNCCD, visa alcançar a paridade de género até 2030.

No âmbito da monitorização e avaliação das terras áridas, a FAO e os parceiros lançaram, em 2015, no continente africano, a rede colaborativa da Promessa de Roma, para fazer progredir o seguimento e a avaliação das zonas áridas para a sua gestão e restauração sustentáveis.

Baseando-se nestas iniciativas, a FAO e a UNCCD reconheceram a interligação existente entre os desafios globais, tais como a insegurança alimentar e a malnutrição, a escassez de água, a degradação do solo e da terra, a desertificação, as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a pobreza e os conflitos, concluindo que uma abordagem abrangente e integrada para esses problemas é essencial.

O Dia Mundial de Combate à Desertificação é celebrado em 17 de Junho com a finalidade de conscientizar a população internacional sobre o processo de desertificação e os efeitos negativos que a seca pode provocar a nível regional e mundial.

A data foi criada pela ONU e celebrado pela primeira vez em 1995, sendo que vários países do mundo se comprometeram em diminuir as acções destrutivas que colaboram com o processo de desertificação em todo o planeta, acordo que foi oficializado através da UNCCD.

Com Inforpress

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