22-08-2018

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Seca do ano passado com impacto negativo na produção de videira e outras fruteiras na Chã

 A falta de chuva registado no ano passado, só comparado aos anos de 1947 e 1977, está a ter um “impacto negativo” na produção de videiras e outras fruteiras cultivadas em Chã das Caldeiras.

O responsável da adega “Chã” e técnico na área vitícola, David Gomes Monteiro, conhecido por Neves, indica que a previsão de produção de vinha para este ano aponta para “o pior ano de que há memória”, anotando que a produção deve oscilar entre os 20 a 30 por cento (%) em relação a produção de 2017, ano considerado de produção razoável.

Este não tem dúvida e aponta a seca do ano passado como principal responsável pela fraca produção, observando que em 2017 a soma de precipitação registado na Caldeira foi inferior a 100 milímetros, numa localidade em que a média anual de chuva ultrapassa os 400 milímetros.

Segundo a mesma fonte, a produção vai ser diferenciada entre as localidades, anotando que em Penedo Rachado e Montinho, por exemplo, a previsão de produção é melhor que as outras áreas, sendo que na Caldeira a previsão aponta para uma produção fraca e em algumas zonas poderá ser mesmo nula.

Neves indica que em algumas zonas as plantas fruteiras, que habitualmente são podadas entre Fevereiro e Março, “nem sequer deram o rebento”, e pelo relato que tem recebido de outros agricultores, há casos de plantas a secarem.

A seca de 2014 que afectou a ilha do Fogo e Chã das Caldeiras, não teve um impacto tão forte na produção de fruteiras em 2015, como acontece agora na sequência da falta de chuva do ano passado, afirma David Gomes Monteiro, que nas várias décadas da sua vivência em Chã das Caldeiras e como técnico agrário não se lembra de um mau ano como este.

Com relação às colheitas, este disse que a previsão aponta para a segunda semana de Julho, período em que as uvas estarão em condições de ser “apanhadas” em algumas zonas, nomeadamente Montinho, anotando que a baixa produção das videiras vai ter reflexo na baixa produção de vinho este ano.

O ano de 2014 foi o de maior produção em que a adega de Chã transformou mais de 200 toneladas de uva em vinho, já em 2015 a produção baixou para cerca de 60 a 70% devido a seca, nos dois anos seguintes a produção foi razoável, sobretudo 2017 e a previsão para 2018  aponta para pior cenário.

A fraca produção das videiras é acompanhada pelas outras fruteiras como macieira e marmeleiro, cuja produção não ultrapassa os 30%, comparados com o ano anterior, considera David Gomes Monteiro.

Eduino Lopes, da adega Sodade que agrupa produtores das zonas de Achada Grande, Relva e Corvo (Mosteiros), por seu lado, considera que a produção vai ser inferior ao ano passado, mas não quis adiantar uma previsão, indicando que é preciso fazer um percurso pelo campo para se ter uma ideia “mais aproximada” daquilo que vai ser a produção.

Este assegura que as demais fruteiras terão produção inferior ao ano passado, com destaque para macieira, tudo isso em resultado da falta de chuva que se registou em 2017.

Com Inforpress

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