quinta-feira, 25 fevereiro 2021

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Futebol/Fogo: Campeonatos regionais do primeiro e segundo escalão arrancam no dia 20 de Fevereiro

Os campeonatos regionais do primeiro e segundo escalão, as únicas provas a serem realizadas nesta temporada futebolística, iniciam em simultâneo no dia 20 de Fevereiro, dando assim mais tempo para a preparação das equipas.

A decisão foi tomada hoje pelos dirigentes das equipas do primeiro e segundo escalão inscritas na Associação Regional de Futebol do Fogo (ARFF) que estiveram reunidos em assembleia-geral para aprovação do modelo de campeonato para a presente época e a realização dos sorteios dos campeonatos.

Em relação ao primeiro escalão, tendo em conta o factor tempo, a associação tinha proposto três modelos para a sua realização, tendo as equipas optado pelo terceiro modelo que consiste, segundo o presidente da direcção da ARFF, Pedro Pires, em duas fases.

Conforme explicou a mesma fonte, a primeira fase será disputada no sistema de todos contra todos a uma volta, e, na segunda fase, as quatro equipas mais bem classificadas jogam entre si, no sistema de todos contra todos a duas voltas, para apuramento do campeão, enquanto as outras jogam entre si para a manutenção.

O segundo escalão será disputado nos moldes dos anos anteriores, com equipas agrupadas em dois grupos, A e B, em que jogam entre si um sistema de todos contra todos a duas voltas, sendo que as duas equipas primeiras classificadas de cada grupo vão disputar a segunda fase, igualmente no sistema de todos contra todos a duas voltas.

Pedro Pires indicou que o campeonato regional do primeiro escalão termina na segunda semana de Maio para que o campeão possa participar na prova nacional, a ter lugar na ilha do Sal.

Questionado sobre a possibilidade da realização de testes antes dos jogos, Pedro Pires indicou que é uma matéria que ultrapassa a associação e que depende da evolução da pandemia, esperando que todos possam colaborar para não haver casos e uma segunda vaga, sublinhando que “em princípio não vai haver realização de testes para os jogos”.

Sobre a utilização dos espaços para treinos ao longo da semana e para jogos aos fins-de-semana no cenário de pandemia, referiu que a pandemia coloca muitos desafios e é preciso adaptar-se e readaptar as infra-estruturas, mas acima de tudo “ter novos hábitos”, sublinhando que já discutiu com os dirigentes dos clubes para que as equipas criem o seu plano de contingência para questão de salvaguarda da saúde pública dos próprios jogadores.

“Vamos ter dois jogos num dia e temos de ter tempo suficiente para limpar balneário para um segundo jogo”, referiu Pedro Pires, salientando que a realização do campeonato tem sempre algum risco, mas que as pessoas têm de “aprender a viver com o risco e minimizar o risco para realização de actividade desportiva”.

“Não podemos parar e temos de ter desportos e outras actividades como económicas, sociais e ganhamos muito mais com o desporto aberto do que sem o desporto”, considerou Pedro Pires, para quem na eventualidade de surgir novos casos a responsabilidade não poderá ser atribuída a associação ou à Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), lembrando que a pandemia é uma questão de cidadania e cada um deve fazer esforço para evitar ser contaminado, pelo que “a responsabilidade tem de ser partilhado por todos”.

Confrontando com a afirmação do presidente do Nô Pintcha sobre outros interesses e a pressão para a realização da prova, Pedro Pires foi taxativo de que não há outros interesses e que “o único interesse da associação é o de ter actividades futebolísticas a funcionar”.

“Não há nenhum outro interesse por detrás e nem pressão, aliás não pode existir pressão num ambiente em que há votação, ninguém foi obrigado a participar e associação não vai obrigar nenhuma equipa a participar na prova”, reforçou.

Na eventualidade de ocorrer situações que possa levar a paralisação definitiva dos campeonatos, Pires indicou que foi introduzido no regulamento geral uma norma que nesta circunstância se atribua o título à equipa que no momento da paralisação esteja em primeiro lugar e as duas que se encontram nas últimas posições serão despromovidas, para o caso do campeonato de primeiro escalão

Para o campeonato do segundo escalão as equipas que lideram a classificação em cada um dos grupos no momento de paralisação são promovidas ao primeiro escalão.

Quanto à realização de treinos, a direcção da associação vai articular com os vereadores do Desporto das três câmaras municipais, São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina, no sentido de libertarem os recintos desportivos, para que as equipas iniciem os treinos a partir da próxima semana.

Igualmente, e devido a pouca disponibilidade de árbitros, a associação em concertação com os conselhos regional e nacional de arbitragem vai aproveitar este período para formação e/ou reciclagem para ter o maior número possível de árbitros, porque os campeonatos vão iniciar em simultâneo e em cada fim-de-semana serão realizados cerca de dez jogos.

Inforpress/Fim

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