quarta-feira, 13 novembro 2019

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Grupo de jovens originários da ilha será festeiro da bandeira de São Filipe para 2020

Um grupo de jovens originários do Fogo, residentes nas ilhas e na diáspora, representado por Carlos de Barros, filho de pais cabo-verdianos nascido na América, é o festeiro da bandeira de São Filipe para 2020.

O acto da passagem da bandeira do festeiro de 2019 para o de 2020 aconteceu na tarde de hoje, no largo de Alto de São Pedro, no final das tradicionais cavalhadas, que este ano teve pouco brilho e com participação de apenas quatro cavalos, apesar de na prova de hipismo de cavalo de terra e de puro-sangue terem participado um total de 14 cavalos.

O festeiro para o próximo ano, disse que o grupo é uma mistura de pessoas de Cabo Verde, residente no país e na diáspora, nomeadamente Estados Unidos da América e Europa, numa “djunta-mon” para “festejar e celebrar em grande” a bandeira de São Filipe no próximo ano.

“Temos alguns projectos sociais que queremos implementar, mas ainda não estão definidos e mais tarde serão divulgados e queremos cooperar para realiza-los”, disse o festeiro de 2020, reconhecendo que é uma grande responsabilidade ser festeiro e o grupo tem conhecimento e está consciente disso, mas também está preparado para enfrentar esta responsabilidade.

Uma das razões que motivou o grupo a tomar a bandeira, explicou, “é para continuar a levar a cultura para frente”, indicando que é “muito importante” para os jovens como ele, que nasceram na América, mas os pais são da ilha do Fogo, assim como a geração futura, mesmo estando emigrada ter sempre a sua cultura e preserva-la.

Segundo o mesmo é necessário manter a ligação com Cabo Verde e não esquecer a origem, porque esquecendo a cultura perde-se a identidade, sublinhando que um povo tem que valorizar a sua cultura, e a festa da bandeira tem uma grande importância e a nova geração deve ter conhecimento e preservar para as futuras gerações.

O festeiro de 2019, Lezito Barbosa classificou de “muito positiva” a forma como a festa decorreu, observando que para a felicidade dos festeiros deste ano apareceu uma pessoa com ligação umbilical “muito forte” com a ilha do Fogo e, por isso, tem a certeza de que vai fazer melhor para a festa de 2020.

A parte tradicional da bandeira, cujo ritual é mais ou menos estático, decorreu sem grandes reclamações e as pessoas envolvidas, como sempre dão nota positiva à Casa das Bandeiras e aos festeiros.

O mesmo não se pode dizer em relação às actividades programadas pela Câmara Municipal de São Filipe, para celebrar o Dia do Município, que foi associado a esta data há alguns anos, e na recolha de opiniões das pessoas, estas consideram que a festa “deixou muito a desejar”, e os mais críticos consideram como “a pior dos últimos anos”, apelando à câmara para no próximo ano ouvir as sugestões das pessoas antes de programar as actividades.

Algumas pessoas, inclusive, consideram que o modelo da organização da festa “está ultrapassado” e defendem a necessidade de se introduzir “alguma criatividade” na programação, evitando que a mesma se resume a prova de hipismo, futebol e festival no Presídio.

Esta noite, a quinta e última e que marca o encerramento da edição 2019 das festas do Dia do Município e da Bandeira de São Filie, a praça de Presídio, palco das actividades culturais, recebe a actuação de grupos como Kobom Side, Zé Rui de Pina, Wilson Silva, Eder Monteiro,  Neuza de Pina e Fogo Azul, este último constituído por vários artistas originários do Fogo como Jorge Senna, Niné e Júlio Correia, entre outros.

Inforpress/Fim

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