17-11-2018

C Cultura

Documentário sobre população de Chã pós erupção 2014 está a decorrer como idealizado

Os trabalhos do documentário sobre Chã das Caldeiras pós erupção vulcânica de 2014, que destruiu os principais povoados, iniciados no dia 28 de Junho, estão a decorrer “muito bem e como idealizado”, garantiu Leão Lopes.

A realização do filme/documentário tem as pessoas de Chã das Caldeiras como protagonistas, e é da responsabilidade do Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura do Mindelo (M_EIA) e do Instituto Cesar Manrique (Tenerife, ilhas Canárias).

Segundo o produtor Leão Lopes, desde os primeiros planos e sequências a equipa tem encontrado “um bom ambiente humano, muita amabilidade, muita aceitação e em termos técnicos as luzes e condições de filmagens são extraordinários”.

“Estamos quase a finalizar, falta cerca de um dia, e posso dizer que já temos o documentário garantido”, acrescentou.

Este disse que não é fácil organizar um trabalho desse tipo em contextos tão particulares mas, indicou que vieram “bem preparados” com equipamentos novos e duas escolas com alunos e professores motivados para descobrir a realidade de Chã das Caldeiras.

No total, explicou participam nos trabalhos 17 elementos, das Canárias e de Cabo Verde, organizados em três equipas, sendo uma de produção e outras duas, organizadas em subequipas de imagem, som e do acompanhamento das anotações que é habitual neste tipo de trabalho.

Em termos de recursos humanos e técnicos, Leão Lopes afirmou que os alunos estão “bem preparados” e que toda a gente está motivada, sobretudo a comunidade de Chã das Caldeiras que, segundo o mesmo, é dona deste documentário, que tem recebido a equipa “muito bem e não teve hesitação nas entrevistas” solicitadas.

O documentário é uma iniciativa das Canárias e na discussão ficou a responsabilidade da parte cabo-verdiana para escolher o tema, o cenário e o enquadramento, referiu Leão Lopes, indicando que como estava muito envolvido com a comunidade de Chã das Caldeiras por outros projectos que a M_EIA estava a realizar em Chã no quadro de um projecto integrado acabou por escolher esta comunidade.

De acordo com Leão Lopes, o documentário pretende dar visibilidade ao espírito de resiliência e à capacidade de renovação das vidas das pessoas de Chã das Caldeiras, depois da última erupção vulcânica que decorreu entre 23 de Novembro de 2014 a 07 de Fevereiro de 2015, afirmando que é “a alma desta gente, o seu dia-a-dia, a história da sua resistência de estar aqui e de querer renovar a sua vida, sentir as pessoa” que se vai demonstrar com o trabalho.

“Revelar esta gente, esta comunidade, aquilo por que lutam neste momento, a vida de trabalho, reconstrução das suas habitações e tentar descobrir a sua alma” é que dá corpo ao documentário no dizer de Leão Lopes que espera que seja do interesse da comunidade e que seja visto por muitas pessoas.

O trabalho de terreno, iniciado a 28 de Junho termina na sexta-feira, 06 de Julho, seguindo-se depois o trabalho de estúdios, de modo que a estreia possa acontecer em Janeiro de 2019.

No dizer de Leão Lopes, a realização deste documentário é também uma oportunidade de intercâmbio entre estudantes das Canárias e de Cabo Verde, para poderem conhecer e ver de alguma forma as diferenças, não só de meios mas de contexto, observando que a parte cabo-verdiana está de alguma forma fragilizada em termos de meios e equipamentos e da vontade criativa e pretende por isso tirar proveitos dessa cooperação com Canárias que está mais avançada e com mais meios técnicos.

Segundo o mesmo, além do trabalho em si, a questão da relação humana e cultural entre as duas equipas é o maior ganho apesar de não poder ser visto pelos espectadores.

Com Inforpress

Comments fornecido por CComment

Agenda/Eventos

No events

Diáspora

Crónicas

Carta do Leitor

Guia Turístico

Inquérito

Nothing found!

logo fogoportal white

Um espaço privilegiado de convívio, de diálogo, de divulgação de opiniões acerca de tudo o que tem a ver com a Ilha do Fogo; um canal de ligação e de “mata sodadi” de todos os foguenses espalhados pelo mundo fora e que se preocupam com o desenvolvimento do seu torrão natal. (Editorial)