17-11-2018

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Projecto Vitó celebra protocolo com MAA para conservação do Chinel no Fogo e no Ilhéu de Cima

O “Projecto Vitó” dispõe de um protocolo com o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) para realização de um estudo visando a conservação do réptil “Chinel” (Chioninia vaillantiii xanthotis), uma subespécie que existe apenas no Fogo e Ilhéu de Cima.

O responsável do projecto de preservação e conservação das tartarugas e aves marinhas na ilha do Fogo e Ilhéus Rombo e Seco, “Projecto Vitó”, Herculano Diniz, disse à Inforpress que o plano visa a conservação do Chinel, conhecido por “lagartixa”, que só existe nas duas regiões (Fogo e Ilhéu de Cima), tendo para o efeito o MAA, através da Direcção Nacional do Ambiente (DNA,) disponibilizado a esta organização 800 mil escudos para realização do primeiro estudo.

O estudo vai ser desenvolvido em colaboração com a Direcção Nacional do Ambiente (DNA) e em parceria com investigadores portugueses, sendo que a ideia, explica o biólogo Herculano Diniz, é fazer o seguimento da população, monitorizar e identificar a sua distribuição, quer na ilha do Fogo como no Ilhéu Rombo (Ilhéu de Cima) para conhecer a sua biologia básica e prever as principais acções de conservação dessa espécie.

Segundo o mesmo, até este momento não se conhece muita coisa sobre o Chinel e pretende-se com este projecto desenvolver as primeiras acções de conservação, indicando que se desconhece o número da sua população e as ameaças, já que este vai ser o primeiro estudo a ser realizado para a recolha de dados relativos quer à sua distribuição como às suas características.

O contrato celebrado para a realização do estudo tem a duração de um ano e as acções, explica Herculano Diniz, iniciam-se a partir de Janeiro de 2019 e prevêem deslocações ao Ilhéu de Cima para além da ilha do Fogo, os dois sítios onde existe este réptil.

A nível da ilha do Fogo, indica, o Chinel está concentrado essencialmente na zona norte, tendo sido identificado em Galinheiro e no perímetro florestal de Monte Velha.

Já no quadro da preservação e conservação das aves marinhas, o Projecto Vitó em parceria com técnicos da Universidade de Barcelona (Espanha) promoveu, em Chã das Caldeiras, um workshop para reforçar a capacidade de técnicos nacionais na monitorização e seguimento das populações de aves marinhas em Cabo Verde.

O workshop que teve o seu início no passado dia 27 de Outubro, termina amanhã, quinta-feira, 01 de Novembro, contando com a participação de 16 técnicos das ilhas do Fogo, Santo Antão, Santiago, Maio, Boa Vista e Sal.

Inforpress/Fim

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