23-10-2018

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Segundo o responsavel os Projectos “Refeição quente” e “Escola de pais” com “reflexos positivos” no aproveitamento

Os projectos “Refeição quente” e “Escola de pais”, implementados nos últimos anos na escola secundária Pedro Pires em Ponta Verde, tiveram “reflexos positivos” no aproveitamento e na redução do abandono e vai continuar no ano lectivo 2018/19.

O director da escola, José Fidélio Andrade, disse à Inforpress que o projecto de refeição quente a todos os alunos da escola, do sétimo ao 12º anos de escolaridade, surgiu através de uma proposta da associação de pais e encarregados de educação como forma de ajudar os alunos que percorrem alguma distância entre casa/escola/casa.

“Somos uma escola rural e os alunos vêm de longe”, disse o director da escola para justificar a implementação do projecto de “refeição quente” que vai no seu terceiro ano,, indicando que para a sua materialização houve um esforço conjunto no seio dos professores, pais e encarregados de educação, alguns parceiros como comerciantes e a Câmara Municipal de São Filipe, e das cozinheiras (participação voluntaria), no sentido de dar refeição quente aos alunos.

Este disse que a escola contou com um financiamento da Comissão Regional de Parceiros (CRP) na instalação de um horto escolar que tem ajudado sobremaneira a escola a manter este projecto, assim como a contribuição mensal dos pais e encarregados de educação com a módica quantia de 100 escudos por aluno.

Para este ano lectivo o projecto vai continuar e, segundo o director, a escola submeteu o projecto a Fundação Cabo-verdiana de Acção Social e Escolar (Ficase) que prometeu apoiar com géneros alimentícios para os alunos do sétimo e oitavo ano, mas a escola vai manter a refeição quente a todos os alunos, num total de 726 alunos que no início das aulas estavam matriculados.

Quanto ao projecto “Escola de pais”, o director disse que o mesmo consiste na deslocação às comunidades para dialogar com os pais e alunos sobre a educação nos dias de hoje, os desafios, os constrangimentos e forma de superar as dificuldades, sublinhando que a deslocação acontece aos sábados em que a equipa directiva mais os professores interessados deslocam-se a uma determinada comunidade abrangida pela escola para juntos escola/alunos/pais discutir os problemas e encontrar soluções.

Quer o fornecimento de refeição quente como o projecto “escola de pais” contribuíram sobremaneira para reduzir o abandono porque, explica, resgataram alguns alunos nas próprias localidades, como também no aproveitamento escolar.

Segundo o mesmo, no ano lectivo 2017/18, a escola fixou como desafio superar os constrangimentos, porque São Filipe estava abaixo da média nacional, tanto a nível do abandono escolar como no aproveitamento e a escola teve uma taxa de aprovação de 69 por cento (%) no ano lectivo 2016/17, seis por cento de abandono escolar e o resto era reprovação, mas graças a estes dois projectos no último ano lectivo a escola ficou acima da média nacional, com uma taxa de aprovação na ordem dos 81%, e uma pequena taxa de abandono.

“Além do trabalho preventivo feito e que surgiu efeito, os dois projectos implementados pela escola (refeição quente e escola de pais) ajudaram a combater o abandono e fortaleceu o aproveitamento”, disse o director, razão pela qual a escola vai continuar com os mesmos.

Além disso, indicou que a escola vai dar maior atenção ao Núcleo Inovação e Ciência, inaugurado no ano passado e cujo objectivo é o de criar dinamismo na escola, tanto nos alunos como nos professores, com uma aposta na vertente das TIC de modo a colocar alunos em contacto com TIC, assim como analisar a forma de reforçar o núcleo na área de robótica já que a escola não foi contemplada com WebLab.

Com relação ao novo ano lectivo, José Fidélio Andrade indicou que arrancou na normalidade com 726 alunos matriculados e com um corpo docente estável, observando que houve algumas transferências mas que as vagas foram ocupadas e que não há problemas de maior.

Quanto a relação existente entre a direcção da escola e o seu patrono, Pedro Pires, este disse que o “patrono sempre apoiou e está sempre em contacto com a escola”.

Inforpress/Fim

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