23-10-2018

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Situação do ano agrícola na ilha considerada “média” pela delegação do MAA

A situação do ano agrícola na ilha é considerada, de um modo geral, “média” pela delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) tendo em conta o estado das culturas do milho e do feijão.

No município dos Mosteiros, sobretudo nas zonas altas, o milho encontra-se na fase de floração e os feijões na fase de ramificação e formação de vagens, mas há a presença da praga da lagarta-do-cartucho-do-milho, mas também alguns estragos provocados pelas condições meteorológicas, nomeadamente vento que provocou queda das plantas.

Já no município de Santa Catarina, o milho encontra-se na fase de crescimento de folhas e os feijões na fase de ramificações e há, à semelhança dos Mosteiros, a presença de praga da lagarta-do-cartucho-do-milho, cenário idêntico para o município de São Filipe.

As chuvas do dia 26 deste mês, que caíram um pouco por toda a ilha do Fogo e em quantidade razoável, superior a 26 milímetros, vieram reforçar a esperança dos agricultores que na maior parte da ilha do Fogo estão na fase de realização da segunda monda.

Com relação à produção de pasto, que estava um pouco comprometida nas zonas áridas dos municípios de São Filipe e Santa Catarina do Fogo e área de grande concentração do gado, com as chuvas caídas no dia 26 de Setembro, segundo o delegado, garantem melhor produção de pasto nestas zonas.

Quanto ao combate à praga, a delegação já utilizou, até este momento, perto de 12 litros de pesticidas do tipo “fenitrothion EC 50”.

O delegado do MAA, Jaime Ledo de Pina, disse à Inforpress que, desde o ano passado, o Governo preparou um plano de acção nacional de luta contra a lagarta-do-cartucho-do-milho, cujo objectivo global é controlar de forma sustentável e duradoira a população da lagarta-do-cartucho-do-milho, assegurar a protecção da cultura do milho tanto no sequeiro como no regadio para uma boa produção agrícola e contribuir assim para a segurança alimentar.

A nível da ilha, a delegação tem estado a trabalhar na parte preventiva do aparecimento da praga desta lagarta com a realização de várias acções de formação e sensibilização com distribuição de folhetos informativos e actividades de campo escola, indicando que no passado mês de Julho, o MAA promoveu nos Mosteiros uma acção de sensibilização nas localidades de Relva, Corvo, Pai António, Cutelo Alto e Feijoal, mas com fraca participação dos agricultores e tentou montar, nas zonas altas dos Mosteiros um campo escola para a lagarta-do-cartucho, mas sem sucesso.

Segundo o mesmo, neste momento a delegação está a trabalhar no monitoramento, através de prospecção e inspecção visual de danos da lagarta no campo, nomeadamente examinar e anotar a presença da praga, número de massas de ovos e de lagartas de diferentes tamanhos presentes, e procurar a presença de inimigos naturais, bem como a estimular o uso e divulgação do aplicativo FAMEWS para registar os dados da prospecção, e que possam ser compartilhados e usados no sistema de alerta rápida.

“Em breve, vamos fazer monitoramento de adultos com armadilhas. Já foram adquiridas armadilhas e feromonas (iscas que são colocadas em armadilhas para atrair e prender borboletas machos) para monitorização da referida praga, e que já se encontram disponíveis na DGASP a ser enviado para a delegação”, disse Jaime Ledo de Pina.

Este acrescentou que em relação ao tratamento fitossanitário, o maior nível de ataque registado foi nos Mosteiros, indicando que  o sector da delegação do MAA nos Mosteiros, está munido de máquinas e produtos fitossanitários para apoiar os agricultores, e os técnicos dão assistência técnica no preparo da calda e instruções de aplicação e os agricultores organizam-se para fazer tratamento conjunto nas suas propriedades, observando que se tem deparado com algum problema de organização dos agricultores para o tratamento conjunto.

A delegação está preparada com meios materiais e recurso humanos para dar combate à praga, dependendo do nível de ataque, mas por enquanto está a apoiar os agricultores, indicando que dispõe de alguns equipamentos e produtos fitossanitários e que na última quarta-feira recebeu reforço de meios materiais (máquinas, pesticidas e fardamento).

Inforpress/Fim

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