23-10-2018

D Diáspora

ACV promove em Lisboa colóquio internacional sobre a geração da “Nova Largada” na literatura cabo-verdiana

A Associação Cabo-verdiana em Lisboa promove no próximo dia 13, um colóquio internacional sobre a geração da “Nova Largada” na literatura cabo-verdiana homenageando as personalidades cabo-verdianas que contribuíram na construção e afirmação da cultura cabo-verdiana.

Segundo uma nota da ACV, a realização do referido colóquio enquadra-se no âmbito da VII Quinzena da Cultura cabo-verdiana que acontece durante o mês de Outubro visando celebrar o Dia da Cultura e da Comunidades Cabo-Verdianas, a ser assinalado no próximo dia 18.

Estruturado em painéis temáticos, o Colóquio contará com a participação de estudiosos de várias nacionalidades da literatura cabo-verdiana bem como de escritores cabo-verdianos e estrangeiros convidados, residentes em Portugal.

“Estamos em crer que a melhor forma de celebração de efemérides e personalidades da História consiste em debruçarmo-nos sobre os contextos que envolveram essas efemérides e presidiram à sua eclosão e sobre as obras de que foram autoras essas mesmas personalidades”, lê-se no documento que lembrou que essas personalidades deixaram como legado para as gerações seguintes e vindouras”.

Ainda segundo a mesma fonte, durante o encontro serão abordados vários temas entre os quais se destacam: “Antecedentes Políticos e Histórico-Literários da Nova Largada na Literatura Cabo-Verdiana”, “Contexto político-social e cultural da eclosão da Nova Largada na Literatura Cabo-Verdiana” Exibição do Filme baseado no conto homónimo de Ovídio Martins “Tchutchinha” de Ariene Lopes.

“Vozes Fundadoras Da Nova Largada” Outras Vozes Outros Diálogos, “Repercussões Contemporâneas e Pós-Coloniais da Nova Largada” e Recital de Poesia e Música Nova Largada serão também debatidos durante o colóquio.

A sessão de abertura do Colóquio Internacional contará com intervenções do embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Correia Monteiro e do secretário-geral da UCCLA, Victor Ramalho.

O movimento político-cultural da “Nova Largada” na poesia e na literatura cabo-verdianas viria a ter públicas e assumidas repercussões orgânicas com a constituição há sessenta e cinco anos, em Lisboa, do grupo homónimo constituído por então estudantes universitários residentes em Lisboa e Coimbra.

O referido movimento envolveu nomes como Manuel Duarte, Gabriel Mariano, Ovídio Martins, Yolanda Morazzo, Francisco Lopes da Silva, Terêncio Anahory, Carlos Alberto Monteiro Leite, José Araújo, José Leitão da Graça, José Augusto Monteiro Pinto e Sylvia Crato Monteiro.

É esse grupo que, segundo a Associação Cabo-verdiana, tentando explorar a seu favor e a favor do seu ideário de emancipação político-cultural do povo cabo-verdiano as brechas e fissuras do sistema colonial-fascista então vigente, promoveu a publicação há sessenta anos, isto é, em Outubro de 1958, do Suplemento Cultural ao Boletim Cabo Verde, dirigido por Bento Levy.

O Boletim Cabo Verde era a mais importante publicação cultural dessa época e, não obstante a sua génese oficial e a sua natureza oficiosa, caracterizou-se por uma notável abertura na angariação de colaboradores e na abordagem dos problemas do Cabo Verde desses tempos coloniais.

O referido boletim contou com a colaboração de quase todos os letrados e intelectuais cabo-verdianos activos nesse período.

As Quinzenas Culturais promovidas pela Associação Cabo-verdiana em Lisboa de acordo com a nota, têm constituído ocasião ímpar para a revisitação da História e da Cultura cabo-verdianas e oportunidade feliz para trazer aos palcos da actualidade, figuras históricas importantes enquanto inapagáveis protagonistas dessas mesmas História e Cultura.

A VII edição da Quinzena da Cultura arrancou no passado dia 4 do corrente mês e termina no próximo dia 30 de Outubro.

Inforpress/Fim.

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