17-11-2018

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Festival Sete Sóis Sete Luas permitiu que artistas divulgassem a cultura cabo-verdiana – PR

O festival Sete Sois Sete Luas (SSSL) permitiu que “artistas nossos fossem mostrar e divulgar lá fora” a cultura cabo-verdiana, disse segunda-feira o Presidente da Republica, Jorge Carlos Fonseca, ao inaugurar o Centrum 7Sóis 7Luas de São Filipe.

O chefe de Estado disse que a cooperação cultural promovida pelo festival SSSL, quer no âmbito de gastronomia, como de residências artísticas, música e outras acções reais que às vezes “são objectos de nossos discursos e apelos”, são concretizadas e realizadas pelo festival, que, segundo o mesmo, está a fazer um “trabalho importante de internacionalização” da cultura cabo-verdiana.

O Centrum 7Sóis 7Luas de São Filipe é, segundo Jorge Carlos Fonseca, um espaço “simples e muito agradável, de historia e de cultura”,

O projecto de criação e funcionamento foi apresentado em Abril de 2016, funciona na antiga residência do presidente da câmara, no Ato de São Pedro, num sobrado de Nho Aníbal, que foi objecto de alterações e adaptações, passando a dispor de salas de exposições, laboratórios criativos, espaços gastronómico musical e com actuação regular de uma banda residente.

Jorge Carlos Fonseca observou que, por vezes, a comunidade esquece-se de constituir o elemento “essencial para afirmação” de um país, de uma nação e de um povo, que é a história e a cultura.

“Em Cabo Verde não abundam recursos naturais tradicionais mas orgulhamos de fazer um percurso que nos coloca num plano privilegiado, não só a nível africano mais também a nível internacional mais vastos”, disse o Presidente da República, indicando que “somos aquilo que somos hoje também pela cultura”.

O festival SSSL está na gastronomia, música, artes plásticas, exposições, mas o Presidente da Republica desafiou os organizadores no sentido de alargar um pouco para a literatura, organizando um evento ou patrocinar uma antologia de poesia envolvendo escritores das diversas cidades que fazem parte da rede.

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Jorge Nogueira, destacou a importância da formalização da implantação do Centrum, tendo confessado que no inicio foi céptico e estava ansioso por saber até que ponto esta implementação da rede Sete Sois Sete Luas podia vincar em São Filipe.

“Hoje, mais de que convencido estou rendido, acho que temos aqui um pouco de tudo e passo a passo, com firmeza e com a certeza naquilo que queriam o Centrum 7sois 7luas, é mais do que uma realidade, é uma certeza, com ganhos culturais para a cidade de São Filipe”, concretizou.

Disse que o Centrum está instalado numa “casa com história, com cultura e ligada as festas das bandeiras”, razão pela qual mostrou-se disponível para receber equipas de alguns países integrantes da rede, por ocasião das festas da bandeira de São Filipe.

Jorge Nogueira disse que o espaço vai, no futuro próximo, ser “pequeno para receber tanta gente” que visitará a ilha com o desenvolvimento do turismo e iluminação da pista do aeródromo de São Filipe.

O director do festival,  Marco Abbondanza, disse na ocasião da inauguração do Centrum que festival SSSL investiu no talento juvenil e no capital humano de cada ilha, na formação de músicos, cozinheiras, artistas, tentando travar a emigração e criando microempresas para gerir o restaurante do Centrum e grupos musicais com capacidade para entrar no mercado internacional de festival de “word music”.

“Criamos em cada centro uma sala de exposições, um espaço para concertos, sala de ensaios, equipamento de som residente e com qualidade e aqui em São Filipe uma escola de música”, disse o director do SSSL, indicando que o “Centrum é um lugar de dialogo intercultural e de confrontação, onde a circulação de ideias e experiencias é factor primário para o desenvolvimento não apenas dos seus beneficiários directos mas também de toda a comunidade.

Segundo o mesmo os Centrum são pensados como verdadeiro trampolim para que os artistas das ilhas possam viajar e crescer na confrontação de residência e exposição internacional.

Na cerimónia de inauguração participou a embaixadora da União Europeia em Cabo Verde que financiou o projecto de reabilitação de espaços parta instalações de cinco centros, e que também destacou a importância destes no desenvolvimento das ilhas “mais periféricas”.

O espectáculo de bicicleta acrobática com Yldor Llach, artista catalão circense da companhia francesa de circo aéreo acrobático «Les P’tits Brás» que devia anteceder a inauguração, e que levou dezena de crianças ao espaço, foi adiado para quarta-feira já que a mala com o material só chegou a ilha na noite de segunda-feira, via marítima, já que a mesma não foi transportada via aérea.

Após a inauguração, “Os Korrontzi”, um dos grupos mais conhecidos da música do Pais Basco e que descobriu a antiga tradição do “triki” (concertina) brindou os presentes com um concerto musical cheio de energia e de alegria.

No quadro do festival SSS, arrancou a quinta edição do festival de cinema Europeu em Cabo Verde com projecções nas ilhas do Fogo, Brava, Maio e no mês de Dezembro na ilha de Santiago, sendo que em todas as ilhas serão exibidos filmes europeus e filmes de jovens realizadores dos PALOP apoiados pela União Europeia.

Nas ilhas do Fogo, Brava e Maio, haverá filmes para crianças, jovens e adultos de vários países europeus como Alemanha, Itália e Suécia e de países africanos de língua oficial portuguesa como Angola, Cabo Verde, Guiné-bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

Na noite de segunda-feira foram exibidos os filmes “Hora di Bai” (Cabo Verde), “Pa Nha Terra” (Guiné Bissau) e “Percursos” (Angola), estando para terça-feira agendada projecção dos filmes “As almôndegas suecas”, “Caminhões e almôndegas”, “Booo”, “Eu sou redonda”, cinema jovem (Suécia mais PALOP) como “Astrid”, “Almoçar”, “Indisciplinado”, “Mina Kià” (São Tomé) e cinema europeu “A Máfia só mata no verão” (Itália).

Inforpress/Fim

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